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Como ajudamos a ABIC a construir autoridade sobre cafés no ambiente digital
Dois anos antes da ABIC completar 50 anos, em 2021, apareceu uma pergunta importante: por que tanta gente ainda não sabia exatamente o que a entidade fazia?
Muita gente do setor conhecia a ABIC. Mas, fora desse círculo, poucas pessoas entendiam sua importância. O nome não era tão claro para o público e os selos da entidade também eram pouco compreendidos. Em muitos casos, eram vistos apenas como uma espécie de ranking entre cafés, quando na verdade seu papel é outro.
Foi aí que nosso trabalho começou!
Antes de pensar em comunicação, fizemos um diagnóstico para entender como a ABIC era percebida. E o que encontramos ajudou a explicar o problema: o brasileiro consome café, mas quase não fala sobre café. E, quando fala, raramente entende o que está por trás do produto que compra no dia a dia.
A partir disso, propusemos uma grande pesquisa de consumo. Esse estudo nos ajudou a enxergar melhor como as pessoas se relacionam com o café e trouxe um aprendizado importante: existem grupos diferentes de consumidores, e cada um deles ocupa um lugar nessa conversa.
De um lado, está a maior parte da população, que consome café com frequência, mas não acompanha tanto o assunto. Do outro, estão os especialistas, que vivem do café e dominam o tema. No meio desse caminho, encontramos um grupo essencial para a estratégia: os entusiastas. São pessoas que talvez não trabalhem com café, mas gostam do assunto, acompanham novidades e, principalmente, falam sobre ele.
Foi essa descoberta que mudou o rumo do projeto.
Percebemos que a ABIC não precisava apenas falar mais. Ela precisava ser melhor compreendida. E, para isso, não adiantava manter uma comunicação distante ou técnica demais. Era preciso encontrar uma forma mais simples e mais próxima de levar essa conversa adiante.
Foi assim que construímos uma estratégia com influenciadores e criadores que já tinham relação real com o universo do café. Mas não como uma ação solta. A gente criou um processo de imersão para que essas pessoas entendessem de verdade o papel da ABIC, sua história, seus critérios e a lógica por trás dos selos.
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Esse cuidado era importante porque existia resistência, principalmente entre quem já atuava no mercado e tinha uma visão incompleta sobre a entidade. Por isso, escolhemos um caminho muito claro: em vez de entrar em confronto, decidimos comunicar a partir da ciência.
Em outras palavras, em vez de tentar convencer as pessoas no discurso, mostramos como a metodologia da ABIC funciona e por que ela existe. Quando essa explicação começou a circular de forma mais simples, a percepção também começou a mudar.
Aos poucos, os conteúdos passaram a mostrar que os selos não servem para dizer qual café é melhor ou pior. Eles ajudam o consumidor a entender o produto que está comprando e têm relação com critérios de pureza e qualidade.
Com o tempo, essa narrativa ganhou força. E a ABIC passou a ocupar um novo lugar: deixou de ser apenas uma entidade conhecida dentro do setor e se transformou em autoridade central sobre as questões dos cafés brasileiros.
Isso apareceu de várias formas. O nome da ABIC passou a ser mais lembrado, seus selos voltaram a entrar na conversa e a entidade se consolidou como uma referência confiável para explicar temas ligados ao café, tanto para o mercado quanto para o público.
O mais importante é que essa mudança não veio de uma campanha isolada. Ela veio de um trabalho contínuo de pesquisa, escuta, estratégia e construção de narrativa.
E esse caminho continua. Porque, depois de fortalecer a autoridade da ABIC, o próximo passo é ampliar ainda mais a valorização do café brasileiro.




